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quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor

Mais uma vez a natureza entra em ação e infelizmente perdemos um dos rostos mais marcantes do cinema, Elizabeth Taylor morreu hoje aos 79 anos de idade, a causa de sua morte ainda é desconhecida, a atriz teve uma vida marcada por lutas e aos 72 anos de idade afirmou em uma entrevista que não tinha medo de morrer, seu filho Michael Wilding falou para a imprensa que ela morreu de maneira tranqüila e rodeada pelos seus filhos, confesso que fiquei feliz em saber que após dois longos meses internada a nossa Diva teve uma morte calma e ao lado daqueles que a amam. Como ela marcou gerações e inspirou milhares de pessoas ao longo dos anos vamos fazer uma retrospectiva do seu trabalho.

Nasceu em Londres no dia 27 de fevereiro de 1932, aos sete anos de idade mudou para os EUA com os seus pais, seguindo a sugestão de um amigo da família foi fazer alguns testes para o cinema, apareceu aqui e ali, mas ganhou destaque em “National Valvet” (1944) pela MGM, após esse filme ela virou a principal estrela infantil do estúdio, mais para frente estrelou grandes produções como Rhapsody, Beau Brummel, A ultima vez q vi Paris e Elephant walk, mas o papel que levou seu nome a boca do povo só veio em 1963 em Cleópatra, a nossa querida Elizabeth Taylor foi à primeira atriz a receber o cachê de R$ 1 milhão por um filme.



Além de tudo isso ela também era conhecida por ser uma grande amiga de Michael Jackson e pelos seus trabalhos de ajuda a pessoas infectadas pelo vírus da HIV, como já mencionei Elizabeth teve que lutar muito nessa vida e  digo que não foram lutas simples,  em 1997 ela retirou um tumor do cérebro, quem me dera se esse fosse o maior de seus problemas, o drama com a sua saúde continuou, em 2002 passou por um tratamento de câncer de pele, em 2004 foi diagnosticada com insuficiência cardíaca congestiva, em 2009 passou por uma cirurgia para substituir a válvula defeituosa do seu coração, ela usava uma cadeira de rodas a mais de cinco anos para lidar com a sua dor crônica.

Porém, mesmo com a sua saúde em estado de alerta a atriz conseguiu fazer história, foi uma grande mulher e marcou gerações, tanto pela sua bondade, quanto pelo seu talento, tenho certeza que a memória de Elizabeth Taylor ainda vai permanecer por longas gerações de amantes do cinema.




@AnnaVicking



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

i'm a barbie girl in a barbie world

Como estou correndo mais do que uma gazela essa semana, a cabeça está a mil e os compromissos não param, acaba ficando difícil postar aqui, mas como amo vocês eu sempre arranjo um tempinho para manter esse bando de lindas e lindos atualizados sobre o mundo da moda seguindo a visão do blog @PseudoUniverso.

Após uma batelada de exames fui almoçar no shopping Pátio Higienópolis, entrando ainda meio chapada devido à anestesia me deparei com uma exposição “Barbie e Ken”, não sabia se era alucinação ou realidade, fiquei extremamente empolgada e sai arrastando meu pai em direção aos bonecos, a brincadeira inicial foi “Já tive essa, essa, essa e essa!”, programinha com cheiro de infância!

A idéia da exposição é comemorar os 50 anos do nosso galã,  Ken, particularmente eu só tive um desse para ser o namoradinho da minha Barbie, achava ele sem músculos, sem estilo, enfim sem sal, preferia comprar Max Steel para ser o macho alfa, mas isso não vem ao caso, o nosso Ken continua simpático e com cara de bolinho! Rodando pela exposição percebi que ela nos conta a história desse casal que inspirou milhares e milhares de brincadeiras, desde o primeiro encontro em 1961 até a separação em 2004 (Barbie toda safadinha se divorciando), mas como eles são o casal perfeito tiveram uma reconciliação em fevereiro de 2011 e hoje temos isso retratado em exposição!

Como a Barbie sempre foi ligada a moda, podemos dar varias risadas com os 150 exemplares da boneca, os seus modelitos variam da exuberante alta costura francesa, as coloridas era Mod e era Hippie dos anos 60, passamos pela era da discoteca (anos 70), New Wave (anos 80), a descontração dos anos 90 e até achamos essa dupla fazendo panca de personagens da Família Adams, Mad Max entre outros filmes, mas se você é apaixonada por esses personagens tem que começar uma corrida contra o tempo, a exposição só vai até o dia 28. Bom passeio para vocês!








@AnnaVicking






segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Elegância na Augusta.

Como uma boa jovem paulista metida à alternativa passo os meus finais de semana perambulando pela rua augusta, em meio ao ritmo  caótico de “sobe e desce” augusta, de bar em bar, show em show me deparei com um senhor muito simpático, dono da loja Plas, sabe aquela modesta lojinha com chapéus, paletós e echarpes? Pois é, conversa vai, conversa vem e descobri que a loja foi fundada em 1954.

Com muito bom gosto e humor o bom velinho me explicou, ele é Frances, estilista, seu nome? Maurice Plas, de longe o senhor mais elegante que já vi na vida, fiquei completamente encantada com a sua educação, disposição e acima de tudo com as peças da loja, ele mesmo as faz, por isso o preço pode parecer meio salgado, mas meus queridos aquilo ali é pura alta costura, as peças são exclusivas, afinal ele mesmo as desenha, corta e costura (como eu queria um vovô desses para mim).

Para os apaixonados por um estilo retro vale a pena dar uma passada na loja, mesmo se não for comprar nada o papo com Maurice Plas pode render por horas, mas se for com a intenção de turbinar o guarda roupa, pode ter certeza que vai encontrar algo bonito e com qualidade. A dica foi básica hoje, mas em clima de chapéus, inverno e com as tendências voltadas para o lado retro da vida, com certeza vai ser útil para muito.



Rua augusta 724
(0xx11) 3257-9919. 




@AnnaVicking


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Birkin e o seu "Bafafa"

As mais antenadas com certeza já ouviram falar do “Caso Birkin”, mas para aquelas que estão perdidas em meio a essa batalha no mundo da moda, nós do blog @PseudoUniverso vamos explicar todo esse “Bafafa”, mas antes de entrar no porque do processo, vamos explicar o quão valiosa é a Birkin da Hermés.

A Bolsa inspirada na atriz Jane Birkin, surgiu da maneira mais inesperada possível, enquanto a jovem derrubava tudo no avião um senhor lhe perguntou por que a sua agenda não tinha bolsos, prontamente ela respondeu que não tinha uma porque a Hermés não fabricava, por ironia do destino aquele senhor era ninguém menos que Jean-Louis Dumas (Diretor executivo da Hermés), quando Jane descobriu foi logo sugerindo uma bolsa grande e pratica o suficiente para acompanhar o seu estilo de vida e assim surgiu esse sonho de consumo feminino.

Uma Birkin original custa em torno de R$7.000,00 – R$ 50.000,00 ( e a Lady Gaga Rabisca a dela, LOCA), confeccionada artesanalmente, leva em média 25horas para produzir cada uma, a sua produção gera em média 20 bolsas por mês e tem uma fila de espera de aproximadamente três anos para conseguir levar uma dessas para casa.

Eis que surge a galera da 284 (Grife dos herdeiros da Daslu,os três filhos de Eliana Tranchesi: Bernardinho, Luciana e Marcela Tranchesi e a filha de Donata Meirelles, Helena Bordon) com a coleção “I’m Not The Original”, lançando uma Birkin de moletom (lindíssima, admito.) por apenas R$ 399,00, mas surgiram problemas, o grupo copiou o design e o nome na maior cara de pau, lógico que tomaram um processo, agora essa galera está proibida de importar, exportar, manter em depósito ou comercializar a bolsa. 


@AnnaVicking

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meia-calça

Há aproximadamente 2.200 anos atrás as meias-calças eram de  uso exclusivo dos homens (muito estranho hem !?), elas não tinham a mesma função que tem hoje em dia, serviam apenas para esquentar. Como muitas outras peças do guarda-roupa masculino ela foi parar nas gavetas femininas, com o passar do tempo foram ganhando diferentes cores, texturas, estampas e afins.

Além de ser uma peça que valoriza as pernas femininas, deixa a mulher mais glamourosa, sem falar que são fortes aliadas das lindas que tem uma vida corrida e sem tempo para se depilar ou simplesmente tem vergonha de mostrar as pernas, evitando usar shorts, saias e vestidos, queridas, apostem nos looks com uma belíssima meia-calça e arrasem!

 Na hora de usar e abusar dessa peça tome cuidado para não parecer que está fantasiada para uma festa de Halloween, caso você tenha medo de ousar no look aposte em uma meia calça pretinha básica, ela combina com quase todas as produções, mas se você é mais abusadinha, gosta de se destacar, sem ficar ridícula, abuse das meias-calças coloridas, rendadas, com estampas etc. Assim você pode turbinar aquele look mais básico.

Não vale esquecer-se de combinar a meia-calça com o sapato, para não parecer aquela amiga íntima do Bozo, particularmente acho lindo quem faz sobreposições  trabalhando cor e textura como usar uma meia calça vermelha e uma meia-calça rendada por cima,fica a dica, mas não se esqueça de escolher modelos que se encaixem em seu estilo e que te deixem confortável e acima de tudo linda!

Vitor Furlani. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Corset.

Inspirado em uma das nossas leitoras (@cawerita) hoje vamos fazer um post um pouco mais educativo, ensinando a história do corset/espartilho, essa peça não chegou aos guarda roupas femininos no intuito de nos esmagar, no século XVI ela tinha como objetivo  sustentar os seios e ajudar a manter uma boa postura, controlando os movimentos e deixando-os mais femininos.

Já no século XVIII as formas naturais começaram a ser valorizadas, o estilo neo-clássico começava a invadir o mundo da moda, com suas formas fluidas e leves, o corset foi quase que completamente abandonado, sendo usados apenas pelas mulheres menos favorecidas pela natureza, mas essa fase foi curta, logo eles estariam de volta, mais estruturados e permitindo uma maior pressão sobre a cintura, ainda não eram os famosos corsets vitorianos, mas já causaram uma pequena revolta entre os médicos, afinal nem as crianças escapavam dessa moda, começavam a andar e já ganhavam o seu primeiro corset para auxiliar na postura.

Já no século XIX com a descoberta dos Ilhoses(que permitiam apertar ainda mais a peça sem rasgar o tecido) as atenções foram voltadas para a cintura que foram ficando cada vez mais finas. Com o passar do tempo os vestidos foram ficando mais retos e as barbatanas de baleia (cada vez mais rara), foi substituída pelo aço, a silhueta feminina foi tomando a forma de um “S”.

Nos anos 1920, os sutiãs finalmente começavam a ganhar espaço, com o aparecimento da cintura reta os corsets ficaram limitados apenas a fetiches e fantasias durante quase todo o século XX, com a ajuda da onda punk e gótica os nossos adorados, corsets ,voltaram a fazer partes dos guarda roupas dos integrantes dessas tribos.

Atualmente podemos perceber a evolução dessa peça pelos tecidos, mais leves como, cetim, renda, tafetá, brocado, veludo, verniz e etc...  são utilizados como adornos nas versões underbust/overbust  ou para a prática do tight lacing* na versão waist cincher.

*Consiste em usar o corset por determinado período para diminuir as medidas da cintura, a qual pode diminuir até 10cm, essa pratica nunca deve ser feita sem o acompanhamento médico.